Eu integro o primeiro time. Amooo de paixão! As culpadas #graçasaDeus: minha mãe e minha avó materna.
Elas me ensinaram, desde criancinha, a comer arroz branco com ovo mole e a chuchar o pão na gema do ovo ... affffff... MUITO bom!!! Está no TOP das minhas comidinhas prediletas. Só não perde para o arroz com feijão e ovo mole... hahaha... que gosto mais ainda!!! O detalhe: minha mãe detesta ovo assim... vai entender, né?!
O problema é que fui crescendo e fui ficando um pouco encafifada com essa história de comer frituras... E como é que se prepara um ovo frito mole clássico? Jogando óleo quente por cima do ovo, né? Além de engordurado, faz uma esputiqueira danada, pois espirra óleo pra tudo o que é lado...
Virou um desafio pessoal, então, conseguir preparar um ovo mole em versão light (feito com apenas uma colherinha de azeite), mas que ficasse com aquele mesmo gostinho do ovo mole clássico (afinal, evito fritura... mas aprecio muito seu paladar! hehe). Foi assim que desenvolvi minha super técnica que hoje compartilho com vocês! :)
Em tempo, um aviso importante: temo que as cenas que se seguem sejam muito fortes para aqueles que integram o segundo time!! hehe
Aos que compartilham esse gosto comigo, espero que gostem da dica. Aos demais, prometo me redimir em uma próxima postagem, ok?
Quem nunca fez uma comidinha do tipo "mistureba muitcho doida" na hora da pressa ou pra salvar a vida daqueles itens que estão na geladeira pedindo "pelo amor de Deus" pra serem consumidos?! Eu vivo fazendo isso. Às vezes saem umas gororobas feiinhas, mas muito gostosas. Às vezes saem umas engraçadinhas...umas interessantes... mas o mais importante é que sempre sai uma coisa capaz de matar minha fome! :D
A fórmula é bem simples: a gente pega uma sobrinha aqui, uma sobrinha ali, junta um ovo, ou uma cenoura, ou um tomate, ou tudo isso... bota um orégano, acerta o sal e.... voilá!!
Não sei bem o porquê, mas toda vez que faço isso, me dá uma vontade louca de comer na panela... e de colher! hahaha
E olha só o que saiu dessa vez: um glamouroso couscous marroquino com feijão, jiló e geleia de pimenta!
Bem, tudo começou porque ontem à noite eu estava beeem faminta e tinha sobrado do almoço nada mais do que meia concha de feijão com jiló (meia mesmo!), que estava delicioso por sinal. Aí, mais uma vez baixou a Dona Gororoba em moi e eu fui misturando, misturando, misturando... até virar isso aí ó!
Vamos à "receita", então (se é que se pode chamar isso de receita, né?). Para preparar uma porção individual, eu usei:
1/2 concha de feijão (o meu tinha sido refogado com jiló!)
Em uma panelinha pequena, juntei o feijão, a água e as pimentas, acertei o sal e deixei ferver por 1 minuto. Desliguei o fogo, acrescentei a cebolinha, o azeite extra-virgem e o couscous e incorporei bem todos os ingredientes. Tampei a panela e deixei descansar por 10 minutos. Passado esse tempo, com o auxílio de um garfo, soltei delicadamente o couscous temperado, ajeitei uma porção em um potinho de sobremesa de vidro, pressionando, não muito forte, com um garfo, virei em um prato de sobremesa e decorei com o azeite, o ramo de salsa e a geleia de pimenta.
Acredita que ficou gostoso?! Pois é...
E você, também é adepto/a a uma gororobinha jeitosa de vez em quando? ;) Conte pra gente aí nos Comentários.
Não me lembro muito bem quando provei pela primeira vez esse cogumelinho bonitinho e gostosinho chamado shimeji. Só sei que de lá para cá, ele virou figurinha carimbada nas minhas refeições, não só porque eu adoro seu paladar e sua textura, mas porque, felizmente, está cada vez mais fácil encontrá-lo nos supermercados, nas mercearias de bairro e até naquelas padarias maiores que têm seção horti-funghi-fruti (acabei de criar esse termo!! Ficou simpático, né? hehe). Antes eu tinha de ir até o bairro da Liberdade... o que faço com muito prazer, mas na correria do dia-a-dia, nem sempre é possível, né?
Além disso, passei por uma consulta nutricional recentemente por conta de um traço de anemia que insiste em me perseguir desde criança (ou seja, desde os tempos em que eu adorava um “chuaco” e vivia na cola do garçom da churrascaria atrás dos tentadores coraçõezinhos de galinha – pobrezinhas!) e para completar de vez minha felicidade cogumelística, fui incentivada a usar e abusar das belezinhas como fonte de proteína (porque, pra suprir essa necessidade, eu acabava incluindo queijo nas refeições principais... o que, segundo os nutricionistas, prejudica horrores a absorção do ferro pelo organismo...). Só me restou comemorar: U-oooba!!
O problema é que acabei enjoando daquela receitinha clássica (e deliciosa, é verdade!) de shimeji na manteiga e comecei a pesquisar e a criar umas misturas diferentes... umas mais abrasileiradas, outras inspiradas no modelo oriental tradicional, mas com alguma licença poética... e assim fui aumentando meu repertório de receitinhas com shimeji.
Hoje eu vim aqui justamente pra compartilhar com vocês duas delas: uma de shimeji com abobrinha italiana e outra deshimeji com shoyo e gergelim. Ambas levam azeite, cebolinha e gengibre (outra coisinha que adoooro e que, de uns tempos para cá - desde que o maridão “descobriu no Google” que chá de gengibre alivia estresses estomacais -, também se tornou arroz de festa na nossa geladeira, mas esse assunto vai ter de ficar pra um próximo post... :)
Então, para a versão abrasileirada (shimeji com abobrinha italiana), eu usei:
1 bandeja de shimeji branco (mas o escuro também vai bem, obrigada!)* 2 colheres (sopa/cheias) de azeite de oliva tradicional ½ cebola média (ou 01 pequena) picada em cubinhos 2 dentes de alho (grandes) picadinhos 2 abobrinhas italianas pequenas picadas em cubinhos 1 colher (chá) de sal aromatizado com ervas 1 tomate (pequeno/maduro) picado em cubinhos (sem as sementes) 1 colher (chá/cheia) de raiz de gengibre ralada em ralo fino 1 colher (chá) de páprica doce Para finalização do prato: 2 colheres (sopa/cheia) de cebolinha fresca picadinha 1 colher (sopa/cheia) de azeite extra-virgem
*Dicas importantes: 1. não lave os cogumelos, pois eles absorvem muita água! Apenas limpe-os, muuuitodelicadamente, com um pano umedecido em uma solução de água e um pouco de vinagre, de modo que ele não elimine tanto líquido na hora do preparo, evitando que ele fique molenga até esse aguaréu todo secar. 2. Para facilitar a separação dos gominhos, corte a base do buquê com uma faca, na altura onde os cogumelos começam a se separar. Depois fatie a base e junto com o restante. Assim você evita quebrar a extremidade do shimeji (o chapeuzinho, que é muito delicado).
Preparei da seguinte forma:
Em uma panela de 20cm de diâmetro (aço-inox), aqueci o azeite em fogo brando e acrescentei a cebola picada (se você tiver uma panela tipo "wok" antiaderente, melhor ainda!). Quando esta adquiriu uma coloração amarelho-palha, acrescentei o alho picadinho e refoguei por mais 2 minutos, até a cebola ficar levemente dourada. Acrescentei a abobrinha picada, o sal e a refoguei até ficar macia (6 minutos, aproximadamente), porém al dente. Juntei o shimeji (já “debulhado”) e refoguei por 3 minutos, que é o tempo necessário para ele ficar macio e a abobrinha chegar no ponto. Acrescentei o tomate e refoguei por mais 1 minuto. Temperei com a gengibre e a páprica, incorporando bem todos os ingredientes. Desliguei o fogo, acrescentei a cebolinha picada e reguei com azeite extra-virgem.
Olha ele aqui! Uma delícia! ;)
Para a versão “mais oriental” (shimeji com shoyo e gergelim), eu usei:
1 bandeja de shimeji escuro (mas o branco também vai bem, obrigada!)* 2 colheres (sopa/cheias) de azeite de oliva tradicional ½ cebola média (ou 01 pequena) picada em cubinhos 1 colher (sopa) de sakê “Azuma Kirin” (dourado/seco) 3 colheres (sopa/cheia) de shoyo premium 1 pitada de glutamato monossódico (o popular “ajinomoto”) 1 colher (café) de açúcar 1 colher (chá/cheia) de raiz de gengibre ralada em ralo fino Para finalização do prato: 2 colheres (sopa/cheia) de cebolinha fresca picadinha 1 colher (sopa/cheia) de semente de gergelim branco torrada (se você tiver a semente crua, é só torrá-la por 1 minutinho, mexendo sempre, numa frigideira antiaderente, SEM ÓLEO!) 3 gotinhas de óleo de gergelim torrado
* Veja as dicas de preparo limpeza e debulhagem do shimeji acima!
Preparei da seguinte forma:
Em uma panela de 20cm de diâmetro (aço-inox), aqueci o azeite em fogo brando e acrescentei a cebola picada (se você tiver uma panela tipo "wok" antiaderente, melhor ainda!). Quando esta adquiriu uma coloração amarelho-palha, acrescentei o alho picadinho e refoguei por mais 2 minutos, até a cebola ficar levemente dourada (já leu isso em algum lugar, né? hehe). Acrescentei o shimeji (já “debulhado”) e refoguei por 3 minutos, que é o tempo necessário para ele ficar maci. Acrescentei o sakê e refoguei por 1 minuto. Juntei o shoyo, o glutamato e o açúcar e refoguei por mais 1 minuto. Temperei com a gengibre e a páprica, incorporando bem todos os ingredientes. Desliguei o fogo, acrescentei a cebolinha picada, a semente e o óleo de gergelim torrado e incorporei bem todos os ingredientes. Na hora de servir, você pode salpicar mais um pouquinho de cebolinha por cima que dá um tcham!
Olha ele aqui! Ficou com uma carinha convidativa, não?!
Agora só falta você contar pra gente aí nos Comentários com qual versão você simpatizou mais!
Para esse friozinho bom que anda fazendo em São Paulo nas últimas semanas, nada melhor do que uma sopinha bem gostosa, não é mesmo? Mas na verdade, aqui em casa, faça chuva ou faça sol, sopa é sempre uma boa pedida.
A gente realmente a-do-ra! Meu marido costuma dizer que “sopa é legal”, porque é uma refeição completa e o melhor: suja uma panela só! Como o nosso combinado é “quando um cozinha, o outro lava a louça”, ele se especializou em desenvolver técnicas para amenizar o montante da pia, dentre elas, cultivar um olhar beeem atento para essas comidinhas que contemplam a fórmula: POUCO trabalho + muito PRAZER!!
Se fica boa sopa com mandioca? Affffff... sou suspeita pra falar, porque eu realmente adoro! Ela fica bem encorpada, com uma textura cremosa, um paladar delicado... hummm... pena que essa eu preparei na semana passada e já não tem nem mais uma colherinha pra contar a história. Só me resta o prazer da recordação neste momento. É isso que dá demorar pra postar...
Saudosismos à parte, vamos à receita, então! Para preparar essa sopa, eu usei:
- 1 e ½ litro de água fervente
- 2 colheres (sopa/cheia) de azeite de oliva tradicional
- 1 cebola (grande) cortada em cubos pequenos
- 2 dentes (grandes) de alho picadinhos
- ½ quilo de mandioca/aipim/macaxeira descascada e cortada em pedaços (de aproximadamente 8cm)
- 2 cenouras (pequenas) cortadas em rodelas (de 3 milímetros aproximadamente)
- 1 tomate (grande/maduro) cortado em cubos (com as sementes)
- 2 mandioquinhas/batatas-baroa (médias)
- 1 colher (sobremesa) de sal aromatizado com ervas
- ¾ do maço de espinafre (somente as folhas)
- Azeite extra-virgem e páprica doce para finalizar
Preparei da seguinte forma:
- Em uma panela de 22cm de diâmetro, aqueci, em fogo brando, o azeite e acrescentei a cebola. Quando esta adquiriu uma coloração amarelo-palha, acrescentei o alho e refoguei por mais dois minutinhos. Juntei ao refogado os pedaços de mandioca, acrescentei a água já fervente e o sal. Quando somente o miolo da mandioca parecia estar duro (branquinho ainda), juntei a cenoura. Deixei as amigas cozinhando juntas por uns 4 minutinhos e depois juntei o tomate e a mandioquinha. Quando os legumes estavam todos bem macios e a mandioca já se tinha partido em pedaços menores (derretendo de tão boa, sabe?!), dando cremosidade à sopa, acrescentei as folhas de espinafre e as deixei cozinhando por 1 minuto (1 minuto mesmo!). Acertei o sal, apaguei o fogo e dei uma boa regada de azeite extra-virgem por toda a superfície da sopa. Acomodei uma concha da iguaria na minha cumbuquinha querida (que vocês vão enjoar de ver por aqui posando de modelo) que veio junto com o Ades Original... hehe... reguei com mais um pouquinho de azeite extra e pensei: ahhh, essa merece ir pro blog!!
Espero que gostem!! (Namorados, namoridos e maridões de plantão: surpreendam suas companheiras preparando esta deliciosa sopinha. Elas merecem!! E eu aposto que vocês vão se divertir muito fazendo isso. Qualquer dúvida, escreva aí embaixo nos Comentários, ok?)
Uma excelente semana a todos/as!!
...e sabem o que o maridão perguntou quando recebeu a cumbuquinha de sopa? "Cadê o croûton"?? Foi só risada!! Mas tá ficando chic demais esse menino... :)
Além de me incentivar a explorar um ingrediente que eu nunca tinha usado - a páprica (veja aquique interessante o post da Andréa sobre essa especiaria) - esse concurso me motivou a retomar o projeto de criar e manter um blog dedicado ao universo culinário-gastronômico, uma verdadeira paixão!
Se você também tem um blog de culinária, bora participar do concurso! Como bem disse a Andréa:
"todos vão ganhar porque a ideia do concurso é mostrar como nossa comida do dia-a-dia pode ficar mais vibrante, colorida e diferente com o uso da páprica em pratos comuns".
Como a ideia era concorrer com uma receita simples, ou, até mesmo, com uma dica bem bacana para usar a páprica, preparei essa tortinha deliciosa e super fácil de fazer, já que é o mesmo princípio da boa e velha torta de liquidificador. Um detalhezinho aqui e ali para incrementar e... voilá!!
Antes, uma observação: Faltou informar abaixo que usei uma forma de 35,5 (comprimento) x 22,5 (largura) x 5,0 (altura) e que essa receita rende aproximadamente 11 pedaços (7,0 x10,0)
Sabe aqueles dias em que você precisa fazer uma refeição rápida, sem abrir mão de comer algo gostoso, nutritivo e que também agrade aos olhos? Essa foi minha grande motivação para "criar" essa receitinha simples, prática e saborosa, que compartilho com vocês hoje.
Não levei mais do que 10 minutos para prepará-la. Aproveitei o feijãozinho (sem tempero) que eu cozinhei ontem e mandei ver! :)
******** Voilá! ********
Para uma porção individual, você vai precisar de:
- uma colher (sopa) de azeite de oliva tradicional - 1 dente de alho grande ralado fino (ou espremido)* - 1 ovo (caipira, de preferência) - sal a gosto - 1,5 concha de feijão (com caldo) preto cozido (temperado ou não)** - 3 colheres (sopa) de farinha de mandioca torrada (de preferência, em flocos) - para obter um tutu molhadinho - pimenta rosa, salsinha desidratada (ou fresca) e azeite extra-virgem para finalização do prato
* Se o seu feijão já estiver temperado, você pode usar a mesma quantidade de alho, mas ao invés de espremê-lo/ralá-lo, é preferível picá-lo. Eu optei por ralar, pois, além de ser mais rápido, o alho fica com um paladar mais acentuado. Pareceu-me o ideal para o meu feijão, já que ele estava completamente sem tempero.
** Algumas pessoas gostam de fazer tutu com feijão batido ou amassado. Eu usei o grão inteiro mesmo, bem macio.
Você pode preparar assim:
Em uma frigideira anti-aderente funda (ou em uma panela pequena), frite o alho ralado no azeite (fogo baixo) até ficar levemente dourado. Acrescente o ovo inteiro, uma pitada de sal e mexa com uma colher de pau (ou de silicone resistente ao fogo) até cozinhar o ovo. Acrescente o feijão e deixe cozinhar até começar a levantar fervura. Desligue o fogo, acrescente a farinha de mandioca e acerte o sal . Misture bem até incorporar todos os ingredientes. Dica: se você preferir um tutu mais sequinho, acrescente um pouco mais de farinha de mandioca.
Capriche na montagem:
Arrume o tutu em um prato fundo, deixando uma bordinha livre para acomodar a banana prata cortada em fatias médias, acompanhando o contorno do prato. Finalize polvilhando salsa, pimenta rosa (5 a 6 unidades) e açafrão em pó para dar um colorido ao prato. Se quiser fazer uma gracinha, decore com um buquezinho de manjericão. Regue todo o prato com um pouco de azeite extra-virgem para acrescentar perfume, brilho e um paladar sofisticado à sua comidinha caseira e prática!
Bom apetite!!
PS. Infelizmente não tive tempo de preparar uma saladinha, mas tenho certeza de que seria um excelente acompanhamento para esse prato. Pensei numa salada de repolho bem batidinho, com tomate sem sementes (em pequenos cubos) e cebolinha fresca. Acho que seria uma ótima pedida: rica em vitamina C (importante para beneficiar a absorção do ferro - do feijão, principalmente - pelo organismo) e deliciosa!
Pra tirar dúvidas, dar sugestões ou apenas bater um papo saboroso sobre essa receita, deixe seu Comentário aí embaixo!
Como diz minha amiga gaúcha, "Coisa boa!". Ao assisti-lo, fui doce e automaticamente reportada lá pro início da minha adolescência..
... me lembrei da Leide, nossa vizinha quando eu e minha família morávamos em São José do Rio Preto, em 1993, por aí... Ela fazia as melhores balas de coco que eu já provei na vida.
Um trabalhão lindo: a Leide começava preparando o leite de coco, ralando a poupa do fruto seco e espremendo em um guardanapo de pano, até conseguir a quantidade de leite desejada...
... e terminava puxando aquela massa quentérrima e transparente em um prego estrategicamente posicionado na parece da cozinha. Eu realmente ficava impressionada. Pena que não me lembro muito bem a receita... lembro que além do leite de coco, ela acrescentava açúcar e levava ao fogo. De vez em quando, ela pingava a calda em um copo com água pra ver se já estava em ponto de bala... literalmente!
Eu só ficava ali de botuca... entre um gole e outro daquela aguinha doce que ela extraía do coco.
A mão dela ficava vermelhérrima e a bala, a cada vigorosa puxada que a Leide dava, ia ganhando nuances branco-peroladas, até que ficava branquiiiinha, bem cintilante. QUE-COISA-LINDA que era!!!
Depois ela esticava uma tira - como faz o simpático mocinho alemão do vídeo - cortava os pedacinhos com a tesoura, deixava secar e terminava afogando as bonitinhas no coco fresco ralado que sobrava do preparo do leite e... bora pra geladeira!! Affffffff.... muito bom!!
Me lembro que eu não gostava de bala de coco até então. Acho que eu só conhecia aquela versão seca que a gente usava embalada no papel crepom pra decorar baleiro de festa de criança... :D
Saudades desses tempos e dessas pessoas queridas...
Beijos, Leide!!
Beijos, leitoras/es!!
Espero que aproveitem bem o final de semana, faça chuva ou faça sol.
A gente faz cada coisa quando está nervosa/o, né? Só por Deus...
Nessa reportagem "ao vivo" (eis a questão!) para o Jornal Hoje, a coitada da chef, Cidinha Lamounier, além de se embananar toda com o rebelde liquidificador, ainda fez propaganda de grátis pra Pó Royal... hehe. Mas o recado foi dado: está lá a receita de torta de queijo!
Notem a suspirada básica que ela dá no início da reportagem. Acho que ela estava realmente apreensiva! plimplim :)
Em comemoração aos 457 anos da capital paulista, neste último 25 de janeiro, o Jornal da Globo exibiu uma belíssima (e tentadora!) reportagem especial, de quase dez minutos de duração, sobre a diversidade gastronômica que a transcultural megalópole oferece aos seus moradores e visitantes.
Acompanhada pela chefe de cozinha Letícia Massula e pelo repórter Marcel Mendonça, responsável pelas instigantes imagens apresentadas, a repórter Marina Araújo percorreu, de metrô, alguns dos principais pontos de encontro entre sabores, cores, aromas e culturas que emanam da terrinha.
E vou falar, hein: a simpatissíssima repórter não poupou esforços em experimentar cada uma das iguarias a ela apresentadas pela chef. A famosa: boquinha santa!!! Sim, confesso: morri de inveja!!
Meu desafio pessoal agora é descobrir (e claro, fazer uma visitinha básica!) o nome e exata localização dos sedutores cantinhos por onde elas passaram. Sabe aquela história: conto o milagre, mas não divulgo o santo! Pois bem, tiveram a coragem de praticar essa maldade conosco... Se vocês conseguirem identificar os lugares por onde a reportagem passou, bora compartilhá com a gente aí nos comentários! Juro que vou ficar bem feliz!!
A viagem começou pelo movimentado Largo da Concórdia, região central da cidade, onde provaram aquela que não só foi recebida de braços (e bocas! hehe) abertos, como foi felizmente transformada em uma verdadeira mania (epidemia, eu diria!) paulistana: a TAPIOOOOCA! Dos deuses nordestinos! (Meu cunhado-músico, Marco Vilane, baiano legítimo, de Jequié, e apoixonaaado por São Paulo, já tinha dado a dica pra gente de que essa é a melhor região mesmo pra provar da iguaria em seu paladar original).
E depois de passarem por muitos outros lugares (e o chinês fazendo espaguete NA MÃO?!?!), terminaram numa finérrima pâtisserie française...Hou là là!, na região da Santa Av. Paulista, onde compraram aquelas delicadas e coloridas especialidades francesas chamadas macarons (será que a Ana Maria ainda tem aquele quadro: "Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar?? Acabei de ter uma ideia.... hehe). Detalhe: as fofurinhas foram provadas pelas meninas da reportagem de uma maneira beeem paulistana: de pé, apoiadas onde?? No murinho do metrô. Adooorei!
Telefones para contato: (11) 32-07-1206/ (11) 3275-1986/ (11) 3208-0529
Eles têm convênio com o estacionamento Spring Park - Rua da Glória, 674
Se tiver a oportunidade de ir lá, conte pra gente!
Descobri mais um!! No post Recomendações da Casa, publicado pela Letícia Massula no blog Cozinha da Matilde (que acompanhou a repórter da Marina Araújo na reportagem mostrada acima), a chef apresenta o restaurante de ascendência siciliana Taormina, responsável pelos mafiosos (no ótimo sentido! hehe) canolis que aparecem na reportagem!
Não bastava ter pinta de galã, né? Ele tinha também de ser simpático, divertido, comunicativo, adotar o Brasil como sua Terra (sim, eu me comovo com isso!), aprender a falar português (com aquele sotaque francês très chic) e mais: pilotar forno e fogão como ninguém!! Olha só que dica legal que ele deu para fazer massa de torta. Temos de reconhecer que o Papai-do-Céu foi beeem generoso com o moço.
** Meninos e rapazes, pausa para uma dica: a gente adooooora um homem na cozinha, de preferência, o nosso, preparando coisas gostosas pra gente. Podem investir na tarefinha que o retorno é garantido! Meu namorado marido já se ligou nisso... hehe **
Gosto bastante do vídeo linkado abaixo, pois há uma dica simples e muuuito útil pra que a massa da torta (no caso, de maçã) não crie aquele efeito estica-volta-estica-volta quando for aberta. (Na verdade, o post era para simplesmente compartilhar esse achado... mas olha o que virou!)
(Hello, Mamys! Vou compartilhar um segredinho nosso, ok?)
Caríssimas/os leitoras/es, sejam muito bem vindas/os!!!
Para inaugurar este espaço de sabor, aroma e cor, escolhi uma dica de mãe pra compartilhar com vocês. Não acredito que seja, de fato, um segredinho, mas tenho muito apreço por ela, assim como por todas as outras dicas infalíveis de minha mãe: uma verdadeira diva de forno e fogão! ;)
Digam lá: a vida tem de ter um leve ardidinho pra aquecer nossos heroicos corações, né mesmo? Assino embaixo! E no quesito comidinhas, lá em casa (casa de mãe é pra sempre "lá em casa"... hehe) a gente gosta muito de usar essa belezura aí de baixo: a glamourosa pimenta calabresa desidratada... um verdadeiro tempero da vida!
No nosso refogado básico dos básicos (alho e cebola), ela SEMPRE marca presença, porque praticamente não interfere no paladar e, usada moderadamente (ou seja, 1/2 colher de café para cada cebola), deixa um ardidinho NA MEDIDA! Sem contar que seu vermelho vibrante deixa umas pintinhas beeem charmosas, valorizando a apresentação da comida. Pra quem gosta de brincar com as cores dos alimentos, é um prato cheio!
Segundo a mãe Wikipédia, no Brasil, a pimenta calabresa é produzida a partir de pimentas da espécie Capsicum baccatum, também chamada de pimenta aji, originária do Peru. No verbete, ainda consta que no nosso país, são conhecidas três variedades desta espécie: a pimenta-dedo-de-moça, a cumari (adoooooro!) e a cambuci.
A que eu costumo usar é feita a partir da dedo-de-moça. Acredito que as outras duas sejam mais consumidas por estas bandas em conservas de óleo/azeite ou vinagre (no caso da cumari) ou refogadas mesmo (no caso da cambuci, por não ser nada ardida).
Apesar de encontrarmos várias marcas de pimenta cabresa (de dedo-de-moça) nos mercados, o que a torna bastante acessível para nós, eu gosto mesmo é de usar a do tiozinho-mega-atencioso da feira de domingo, porque a dele tem menos semente do que as da Kitano e Cia. Ltda., o que lhe confere uma cor linda, bem vermelhinha!!