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terça-feira, julho 26, 2011

Rolinhos de abobrinha italiana com queijos mineiros ao falso puttanesca

Que mistura boa essa!! Um viva à transculturalidade!! :)

Além de fofos, esses rolinhos ficaram incrivelmente deliciosos. E tem mais: são práticos, rápidos e relativamente light, porque a abobrinha não é frita e, sim, grelhada no azeite. Sem contar que os queijos usados não são dos mais pesados. Vou provocar mais um pouquinho! Eles são perfeitos para servir com um pãozinho italiano no capricho, como eu fiz, ou com qualquer outro de sua preferência. Uma bela e formosa taça de vinho também é uma excelente pedida para acompanhar toda essa felicidade em forma de rolinhos.

Como diria a Nigella: beautiful! E, em homenagem a essa linda combinação de sabores e cores, aqui ainda caberia um sonoro "Ôôôô trem bom!!" ou um belo "Bravo!!", em alto e bom tom, seguido de um acalorado gesticular de mãos. Se é pra ser um momento de prazer mineiroitalianado, então, que seja com estilo... hehe.

Bem, a propaganda tá boa e tal, mas vocês devem estar ansiosos mesmo é pela receita, acertei? Então, bora lá!

Comecei ligando o forno em temperatura máxima para pré-aquecê-lo.


Feito isso, cortei queijo meia-cura e queijo tipo provolone (apesar deste não ser tradicionalmente mineiro, o meu foi produzido em Minas!) em palitos da grossura de um dedo, por 3,5cm de comprimento. 20 palitos foram suficientes. Em uma vasilha pequena, temperei-os com um pouco de páprica doce (aproximadamente 1 colher de chá rasa), 1 dente de alho bem picadinho (antes, cortei-os ao meio e retirei aquele miolinho, pois este pode deixar um paladar muito forte e amargo), um pequeno, porém intenso, punhado de alecrim fresco (1 colher de sobremesa rasa, mais ou menos) e uma boa regada de azeite de oliva tradicional (1 colher de sopa). Misturei tudo apenas salteando cuidadosamente a tijelinha, para não quebrar os palitos de queijo e, reservei. De vez em quando, eu dava mais umas sacudidelas neles. A cor e o aroma já estavam bem apetitosos. :)


Passei, então, a preparar as abobrinhas. Usei 3 unidades médias daquela abobrinha do tipo italiana (Dica da minha mãe: na hora de comprar, escolha as mais firmes e mais verdinhas. Dê preferência para aquelas menos popozudas. Quanto mais uniforme for o formato do corpo, melhor). Fatiei todas elas no sentido do comprimento, começando por um corte ao meio, separando-as em duas metadas. A partir daí, cortei tiras de mais ou menos 3mm de espessura. Cada metade rende cerca de 4 tirinhas. Pincelei-as, dos dois lados, com óleo de milho e acomodei-as em uma forma antiaderente em uma camada única


Reguei-as com um fio de azeite de oliva tradicional e levei-as para grelhar no forno pré-aquecido, mantendo-o em temperatura máxima. Quando o lado de baixo da abobrinha já estava dourado (aproximadamente 10 minutos), virei-as para que pudessem pegar um bronze do outro lado também. Essa segunda parte foi mais rápida. Levou uns 5 minutinhos. Como só tenho uma forma dessas, repeti a operação três vezes. A forma de alumínio também serve, mas leva um pouco mais de tempo para dourá-las e o resultado não é exatamente o mesmo. Ao retirar do forno as tiras de abobrinhas já lindamente douradas, ajeitei-as, em camada única também, em uma outra forma forrada com toalha de papel absorvente, de modo a deixá-las bem enxutinhas (eu não disse que era light?! hehe).


Enquanto monitorava o forno, fui preparando o molho, que eu carinhosamente chamo de falso puttanesca (pois não leva todos os ingredientes do original). Sem dúvida, é o meu predileto, com a vantagem de seu preparo ser simples e rápido. Então, refoguei, em fogo baixo, 1 cebola média (bem picadinha) em 3 generosas colheres (sopa) de azeite de oliva tradicional. Quando ela estava translúcida, acrescentei 1 dente de alho grande e inteiro (dei apenas uma boa apertada nele com uma faca larga) e refoguei por mais 1 minutinho. Juntei 1 bela lata de tomates pelados (nem precisa picar), 1/2 lata de água e 1 colher (sobremesa rasa) de açúcar refinado. Deixei apurar, em fogo brando, até o tomate despedaçar. Mexia de vez em quando pra não pegar no fundo da panela e pra ajudar o tomate a desmanchar. 


Enquanto isso, piquei grosseiramente 1 colher (sopa cheia) de alcaparras lavadas em água corrente para retirar o excesso da conserva de vinagre. Fiz o mesmo com 6 chilenitas azeitonas pretas do tipo Azapa (são aquelas bem graúdas, carnudas e suculentas. O nome vem da principal região produtora dessas maravilhas: o Vale de Azapa, no Chile - eu não disse que era uma mistura transcultural.. hehe). Acrescentei-as ao molho e apurei por mais 3 minutos, ainda em fogo brando. Acertei o sal (1 colher de sobremesa, aproximadamente) e, por fim, com o fogo já desligado apagado, acrescentei um punhado de cebolinhas frescas picadas e um bom fio de azeite extra-virgem. O perfume e o colorido desse molho são apaixonantes!


O restante, ou seja, a montagem propriamente, foi bem fácil. Forrei o fundo de uma assadeira média (do tipo terrine) com uma concha e meia de molho, onde acomodei, cuidadosamente, os graciosos rolinhos de abobrinha. Em uma tira eu colocava um palitinho de meia-cura... em outra, um de provolone. Comecei enrolando pela extremidade mais larga da abobrinha, bem apertadinho, para não desmanchar ao ser colocado na forma. Intercalei as duas camadas dos rolinhos recheados com uma camada de molho, que também foi usado para finalizar a montagem (sobrou uma concha. Congelei!). 

Para finalizar, salpiquei ricota defumada ralada fino (quanto mais curada, melhor! Você pode guardá-la na geladeira, envolta em uma guardanapo de papel absorvente, por bastante tempo, pois dura muito e vai ficando cada vez melhor pra ralar) e levei ao forno para gratinar e criar aquela crostinha chaaaata, sabe?! Aquela que enche os olhos e que deixa a nossa casa com um perfume enlouquecedor.

Queridos, tenho certeza de que no Paraíso essa abobrinha é servida, pelo menos, uma vez por semana! hahaha

Peraí que eu vou chegar mais pertinho pra vocês sentirem o drama! ;)



Que tal?! :D

Aí é só colocar uma mesa bem bonita, fatiar belos pães e saborear essas belezuras, sem pressa, sozinho ou acompanhado, bebericando uma tacinha de vinho aqui, chuchando um pãozinho no molho ali... ê vida dura!

Beijos!!





4 comentários:

  1. Marcela.. que supresa agradável esse seu blog.... já to seguindo... legal saber que esta bem e cozinhando com esta maestria.... Caso não se lembre, sou o Beto, amigo do Junior e do Fernando de Rio Preto, da época do Pequeno Princípe... Também adoro culinária e acabei de fazer um blog sobre cervejas... www.prukauss.com.br ... saúde e paz para vc, e agora vou estar sempre por aqui!

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  2. Oi, Beto!!!! Se meu blog foi uma surpresa boa pra você, surpresa maior ainda foi encontrar este seu recadinho tão saudoso e gentil por aqui.

    Vou até te perdoar por cogitar a possibilidade de eu não lembrar de você hehe.

    Além de compartilharmos o gosto por culinária, pelo visto, também compartilhamos o gosto por cerveja! ;) Adoooooro ler sobre cerveja (conhece o blog Brejas? É muito legal!) e, como não poderia ser diferente, degustar esse líquido dos deuses!

    Seja muito bem-vindo a este nosso espaço. Vou fazer muitas visitas no seu blog também.

    Beijão, saúde e sucesso ;)

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Acrescente mais um ponto neste bordado! Vou adorar! ;)